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sexta-feira, 18 de março de 2011

Relembrando...


imagem da net

Carmen Sílvia Musa Lício

É muito estranho voltar a um local onde você já trabalhou por muitos anos, há muitos outros anos atrás... Reencontrar algumas pessoas com as quais você teve alguma história de vida profissional, dividiu até alguns problemas pessoais...

Imagine que logo ao entrar no posto de saúde onde trabalhei nos idos de 1990, por mais de 10 anos, encontrei uma funcionária que me reconheceu (menos mal...rs) e disse que eu “não mudei nadinha”. Imaginem...Só rindo mesmo. Mas mesmo sabendo que é uma gentileza, acabamos por rir juntas e nos lembrar de alguns episódios, e até talvez deixarmos algum entrave antigo para trás, nos abraçando com a alma, com vontade... Esta é uma das vantagens de envelhecermos, creio. A capacidade de deixarmos alguma possível rixa lá no passado, de onde não deveria sair, e vivermos uma nova fase de vida, de amizade e coleguismo, construir uma nova história de vida, "zerando" o passado. Então entendi porque "feliz é aquele que sabe perdoar"... Nada como nos darmos a chance de zerarmos diferenças e partirmos dali para a frente.

Revi muitos colegas e muitos usuários que, acreditem se puderem(!!!), me reconheceram e pudemos trocar algumas "figurinhas antigas". Até encontrei aquela senhora que duvidou da minha normalidade após ver dois relógios em meu pulso... Mostrei a ela a crônica e ela riu muito, pedindo para eu imprimi-la.

Momentos de recordação, de alegrias, de retomada... Momentos em que fui bem recebida, e pude respirar fundo e me acalmar, antes de me aposentar.

Valeu!!!

PS: escrito em Outubro de 2010

sábado, 14 de agosto de 2010

Antigas Namoradas...


Li este poema na casa do Zé Carlos e o achei muito interessante!


O mais engraçado é que havia lido no dia anterior uma crônica sobre "Antigas Namoradas", escrito por Ivan Ângelo, onde o autor escreve sobre como as antigas paixões teimam em reaparecer na lembrança dos homens, como uma imagem perfeita, idílica, intocada, resistente ao tempo... Essas antigas imagens guardadas no túnel do tempo permanecem perfeitas, ou mais do que perfeitas, pois o imaginário tem destas, de aperfeiçoar o real, e não cria rugas, pelancas, não amarela...


Então, não é difícil vermos a antiga paixão de uma forma bastante exuberante:




foto da Net


Bom, mas vamos ao poema:


ROMANCE
(Otávio Rocha)

Venha me ver sem falta... Estou velhinha
Iremos recordar nosso passado,
A sua mão quero apertar na minha
Quero sonhar ternuras ao seu lado..."

Respondi, pressuroso, numa linha:
"Perdoe-me não ir... Ando ocupado."
Amei-a tanto quando foi mocinha
E de tal modo também fui amado.

Passou a mocidade num relance...
Hoje estou velho, velha estás, suponho,
E perdeu da beleza os vivos traços.

Não quero ver morrer nosso romance:
Prefiro tê-la jovem no meu sonho,
De que, velha, apertá-la nos meus braços.

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Depois deste poema um tanto diferente, onde o autor fala do seu temor, bem compreensível, de rever a sua antiga namorada ao vivo e a cores, onde seus sonhos poderiam ruir como um castelo de areia, resolvi postar este poema aqui e fazer algumas considerações práticas...

imagem da net
Vocês acham que ele é o único a sentir um certo pânico ao prever/constatar que o seu amor possa estar "um tanto quanto gasto" pela vida???

Claro que não!!!

Imaginem esta "musa desencantada" em questão, ao imaginar em como poderá estar o seu "amado amante", seu príncipe encantado???
Da mesma forma que ele pensa em poder levar "aquele susto", afinal...

É uma "via de duas mãos"...

imagem da net

Mas, de repente, ela pode estar ainda "muito bem apanhada", com um ar encantador, alegre e extrovertido:


imagem da net

E quem sabe ainda poderão se encantar mutuamente, e apreciar juntos o "por do Sol"

Relembrar bons momentos

imagem da net

Fazendo companhia uma ao outro e espantando a solidão???

Tudo depende do ponto de vista...

PS: mas, por via das dúvidas, melhor trocarem fotografias recentes antes do encontro fatídico... rsrsrs

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

O Gramofone...

imagem da net

Carmen Sílvia Musa Lício

No canto da sala de estar, o gramofone era uma peça antiga a enfeitar o ambiente... Assim como o banco, a mesa, todos herdados da avó, que amava ouvir música sentada no sofá de veludo, a pensar naquele tempo em que rodopiava no salão, ao sabor da música e do vinho...

Vovó era uma velhinha pequenina, com seus passinhos delicados, sempre com seu chale enfeitando e protegendo os seus ombros...

Amava escutar seus discos do Carlos Gardel, Carlos Galhardo, Orlando Silva, cantores que sempre embalaram seus amores, suas festas, a sua vida... Todos guardados com muito amor e colocados no gramofone quando queria relembrar seu tempo de juventude.

Sensação boa esta, um calor no coração, que sempre a acompanhava ao ouvi-los a sós. Quando algum dos seus netos escutava junto a ela, contava sobre o baile no qual conheceu seu marido, que a fez tremer de emoção! Como se casaram, após namorarem por longos anos, e tiveram três filhos lindos, alegria das suas vidas...

Os netos não gostavam muito das suas músicas, mas amavam as suas histórias, contadas ao entardecer, próximo à lareira, inspiradas pelo som do gramofone, a lhe trazer de volta tantas recordações!!!

O que um simples gramofone pode fazer, no canto de uma sala de estar, a recordar uma vida inteira passada, tão feliz e tão amada... E ele estivera lá por tantos anos, até as crianças crescerem, e escutarem suas lindas histórias de festas, bailes e de tantas lembranças...

Gratas lembranças!!!