Bom, mas vamos ao poema:
Venha me ver sem falta... Estou velhinha
Iremos recordar nosso passado,
A sua mão quero apertar na minha
Quero sonhar ternuras ao seu lado..."
Respondi, pressuroso, numa linha:
"Perdoe-me não ir... Ando ocupado."
Amei-a tanto quando foi mocinha
E de tal modo também fui amado.
Passou a mocidade num relance...
Hoje estou velho, velha estás, suponho,
E perdeu da beleza os vivos traços.
Não quero ver morrer nosso romance:
Prefiro tê-la jovem no meu sonho,
De que, velha, apertá-la nos meus braços.
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Depois deste poema um tanto diferente, onde o autor fala do seu temor, bem compreensível, de rever a sua antiga namorada ao vivo e a cores, onde seus sonhos poderiam ruir como um castelo de areia, resolvi postar este poema aqui e fazer algumas considerações práticas...
imagem da net
Vocês acham que ele é o único a sentir um certo pânico ao prever/constatar que o seu amor possa estar "um tanto quanto gasto" pela vida???
Claro que não!!!
Imaginem esta "musa desencantada" em questão, ao imaginar em como poderá estar o seu "amado amante", seu príncipe encantado???
Da mesma forma que ele pensa em poder levar "aquele susto", afinal...
É uma "via de duas mãos"...
Mas, de repente, ela pode estar ainda "muito bem apanhada", com um ar encantador, alegre e extrovertido:
imagem da net
E quem sabe ainda poderão se encantar mutuamente, e apreciar juntos o "por do Sol"
imagem da net
Fazendo companhia uma ao outro e espantando a solidão???
Tudo depende do ponto de vista...
PS: mas, por via das dúvidas, melhor trocarem fotografias recentes antes do encontro fatídico... rsrsrs



